Com um terço de campeonato 2025/26 decorrido e o grande dérbi entre Benfica e Sporting à porta, o momento é ideal para descobrirmos juntos alguns dos factos estatísticos mais surpreendentes da Liga até agora. O difícil é escolher, pelo que elegemos as 10 curiosidades que, na análise GoalPoint, nos ajudam a compreender melhor estas 12 jornadas, com algumas surpresas pelo meio.
O FC Porto não precisa ser a equipa que mais remata ou mais vezes entra na área para liderar o campeonato. Ao dragão basta-lhe algo muito importante: ser o candidato mais eficaz. Os comandados de Farioli são a segunda equipa com melhor taxa de concretização de remate (14%), atrás apenas do Moreirense (16%). Porém, não é só no ataque que se explica a liderança portista, pois há duas boas razões para os “azuis-e-brancos” serem o emblema com menos golos sofridos, apenas três. É que os portistas não só são a equipa que permitiu menos perigo, com apenas seis golos contra esperados, como ainda têm em Diogo Costa a garantia de sofrer ainda menos do que permitem, com o internacional português a evitar dois golos “certos” esperados até agora,
nas 17 defesas que já soma.
Com dérbi marcado para a próxima sexta-feira na Luz, Sporting e Benfica procuram não deixar fugir ainda mais o tal FC Porto eficaz que nenhum dos dois rivais conseguiu bater em duelo direto. Águias e leões são as tais duas equipas que rematam mais (e bem mais) que o dragão, tendo também bastante mais presença na área. Contudo, na hora de medir a já referida conversão de remates, os rivais lisboetas empatam a 12%, um registo, apesar de tudo, modesto e apenas o quinto melhor do campeonato.
Para lá do melhor aproveitamento ofensivo, Sporting e Benfica quererão também melhorar o desempenho defensivo, se quiserem dar luta ao líder, embora por caminhos diferentes. O Benfica desejará certamente reduzir o número de remates que permite (já leva 108). Quanto ao Sporting, que até é o emblema com menos disparos consentidos (89), precisa reduzir a taxa de conversão de golos sofridos: os leões sofreram golo em 7% dos remates que permitiram, enquanto o líder FC Porto se fica por apenas 1,7%.
Os guerreiros do Minho arrancaram a Liga de forma atribulada, mas findas 12 jornadas são (e de longe) a equipa que mais gosta de ter a bola consigo, mesmo que nem sempre traduzam esse domínio em golos. A turma de Carlos Vicens já leva 8299 ações em posse, um número que diz pouco, mas só até revelarmos que significa mais 674 que o Sporting, mais 1155 que o Benfica e mais 2037 que o líder Porto, todos emblemas dos quais se esperam ser mais dominadores que os bracarenses. O duelo no Dragão foi, aliás, boa demonstração desta tendência, com o Braga a terminar com 75% de posse no último terço, um ascendente ofensivo que os dragões não permitiram a mais nenhum adversário esta temporada.
Gil Vicente, Famalicão e Moreirense são as equipas que disputam o título de equipa- revelação, findas 12 jornadas, com os “galos” de César Peixoto na dianteira. É precisamente em Barcelos e Moreira de Cónegos que residem dois dos avançados com desempenho mais acima da média face aos golos esperados, ambos com oito golos, Guilherme Schettine e Pablo Felipe. Um leva mais três golos do que lhe seria exigível, o outro mais dois. Além dos goleadores, há outro ponto em comum entre estas três equipas minhotas: todas elas contam com guarda-redes que fazem a diferença entre os postes. Andrew Ventura (Gil Vicente), Lazar Carevic (Famalicão) e André Ferreira (Moreirense) preenchem o pódio dos guardiões com mais golos evitados, à frente de Diogo Costa e Anatoliy Trubin.
Fechamos com… recordes, mais propriamente cinco jogos que definiram recordes a bater na Liga 25/26:
Jogo com mais Golos esperados: Sporting 3 – 0 Moreirense, com cinco xG
Jogo com mais remates: Tondela 0 – 3 Sporting, com 38 disparos
Jogo com mais ocasiões flagrantes: Tondela 2 – 2 Estoril, com 11 ocasiões
Jogo com mais faltas: Estrela da Amadora 2 – 2 Alverca, com 42 infrações
Jogo com mais cartões: Santa Clara 1 – 2 Sporting, com 14 cartolinas